O presidente da Associação Médica Brasileira, José Luiz Gomes do Amaral, se manifestou por meio de uma carta contra os dizeres do presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpando os médicos pelo caótico sistema de saúde nacional.
De acordo com diversos jornais brasileiros, Lula reclamou que os médicos não aceitam ou cobram caro para trabalhar no interior e periferias. O presidente também teria criticado o Conselho Federal de Medicina, pedindo reconhecimento aos diplomas dos médicos formados em Cuba. Ainda criticou o médico responsável pela amputação do seu dedo mínimo da mão esquerda. Sua ira voltou-se também aos contrários à cobrança de novo tributo para aumentar os recursos ao setor de saúde.
Leia na íntegra os dizeres de José Luiz Gomes do Amaral:
O que o presidente finge não saber é que o médico sozinho no interior ou em periferias é incapaz de promover saúde. Ele precisa de apoio para exercer a sua profissão, como laboratórios, equipamentos para exames, hospitais, enfim tudo o que não é prioridade ou é claramente insuficiente em seu Governo.
Lula também finge não saber que ninguém é contra o médico cubano: exige-se apenas que ele, como qualquer outro, se submeta ao exame de avaliação exigido para formados no exterior.
Quanto à CPMF, governar impondo novos impostos ao já fatigado povo brasileiro, Sr. Lula, é tão vulgar quanto dizer que é “fácil ser médico na avenida Paulista”.
Sr. Lula, a Associação Médica Brasileira, em nome dos mais de 350 mil médicos brasileiros, sente-se ultrajada com suas declarações, visto inverídicas, por considerar que elas não condizem com cargo que V. Sa ocupa e por atingir a dignidade e honradez daqueles que, diariamente em hospitais ou consultórios, muitas vezes em condições precárias, lutam por manter a saúde do povo brasileiro.
Presidente Lula, o Sr. deve um pedido de desculpas à classe médica brasileira.
Fonte: Saúde Business Web
A participação de profissionais médicos na divulgação de promoções relacionadas a cupons e cartões de desconto usados na compra de remédios foi proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Por meio da resolução 1.939/2010, publicada na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (9), a entidade estabeleceu que esta prática não pode acontecer por questões relacionadas ao conflito de interesse e à proteção do sigilo do paciente. A proposta, de autoria do secretário-geral do CFM, Henrique Batista e Silva, foi aprovada pelo plenário no mês de janeiro.
“A decisão foi tomada como resposta a uma percepção que o Conselho Federal tem do que acontece no dia a dia do profissional. Neste caso, cabe a adoção de medidas para corrigir práticas que garantam a lisura do comportamento ético dos médicos brasileiros. Não queremos deixar equívocos de interpretação que coloque o comportamento dos médicos sob suspeição por participar de ações de mercado, como essas relacionadas à indústria de medicamentos”, ressaltou o vice-presidente do CFM, Carlos Vital.
A decisão do CFM se baseou, principalmente, no argumento comercial, ou seja, a oferta desses cupons ou descontos podem interferir no processo de escolha dos medicamentos prescritos. Além disso, a adesão de profissionais às regras de promoções deste tipo deixam o sigilo do paciente vulnerável. Isto porque o envio de dados do indivíduo pode revelar a representantes da indústria farmacêutica o diagnóstico de sua doença por inferência a partir da prescrição. Continuar a leitura »
Por: Desiré Carlos Callegari – 1º Secretário do CFM
No Brasil, há 14 profissões que reconhecidamente estão vinculadas ao campo da saúde. À exceção da medicina, todas as outras contam com leis que regulamentam seu exercício, o que estabelece suas competências e responsabilidades.
Atualmente, aguarda deliberação do Senado Federal projeto de lei, já aprovado pela Câmara dos Deputados, que preencherá esta lacuna que afeta a assistência à população brasileira.
Isso porque o texto define, de forma clara, objetiva, os atos privativos dos 344.034 médicos brasileiros e aqueles que podem ser compartilhados com as outras 13 categorias.
Temos assistido através da mídia a manifestação desfavorável de alguns setores com relação ao texto que tramita no Senado. Para tanto, usam argumentos infundados, distorcidos, que confundem e geram polêmicas desnecessárias. Entre os equívocos, está a interpretação de que, com sua regulamentação aprovada, os médicos agirão de forma corporativista e usurparão prerrogativas de outras categorias no exercício de sua função. Continuar a leitura »
Prezados (as) colegas,
Em votação histórica na noite de ontem, 21 de outubro, o projeto de lei 7703/06, que regulamenta a medicina foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. O texto define as atividades privativas dos médicos, preservando esta e as demais profissões da área de saúde, garantindo, simultaneamente, uma assistência de nível adequado à sociedade.
Faço questão de cumprimentá-lo calorosamente, pois você foi sujeito ativo dessa grande conquista. A luta que desempenhou, a capacidade de mobilizar os demais colegas, o trabalho para sensibilizar os parlamentares, enfim, todos os seus esforços, foram agora recompensados. Mais uma vez parabéns e muito obrigado.
A redação que irá agora para confirmação no Senado e à sanção presidencial é a do relatório do deputado Eleuses Vieira de Paiva, que havia sido aprovado por unanimidade na Comissão de Seguridade Social e Família, no dia 14 de outubro. Duas emendas apresentadas no plenário e diversos destaques foram rejeitados, assim como ficou mantido como ato privativo dos médicos a emissão de diagnósticos citopatológicos.
Friso mais uma vez: foi uma grande vitória dos médicos, dos cidadãos, além de um marco para a medicina do Brasil. Portanto, vamos continuar mobilizados para atingir nossa nova meta: a aprovação no Senado.
Obrigado,
Jorge Carlos Machado Curi – Presidente da Associação Paulista de Medicina

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